
com o peito estéril de ar
e a certeza de morrer,
sem chegar a perceber,
se um dia ia poder.
Com este sabor nojento
que azeda o que aparento
Como um bobo da corte
que se ri até à morte
da sua própria sorte.
Ou como aquele infeliz
que, apesar do que se diz,
vive constantemente
à espera que o mundo rebente
uma verdade que o desmente.
É um instante breve
que, no entanto, se atreve
a violar o meu juízo
a roubar-me o chão que piso.
E de repente, paraliso.
E, nestes segundos que passam,
os meus olhos não te abraçam,
não importa o que os teus façam.







