Desculpa, eu sei…
Fui em frente, não pensei.
Fechei os olhos, atravessei.
Abri os braços e avancei.
E nem sequer me lembrei
Que, apesar do que preguei,
Infringi a nossa lei.
Desculpa, errei…
Sem perceber, nem te deixei:
Retribuir o que te dei,
Dar-me a mão que te amputei.
Ser o pilar que precisei
E, sem querer, abandonei
Esse colo onde me deitei.
Desculpa, meu rei…
Mas traz de volta o que levei
Acende a luz que eu apaguei
Dá-me o crédito que gastei
Ergue o pilar que atropelei
Enche o fosso que cavei
E serei tudo, amor.
Juro que serei…

5 comments:
não serás...és...sempre foste!
Dizemos,
Desfazemos,
Matamos e
Atropelamos.
Ouvimos o desagradável,
Vemos o impensável
Fruto do imponderável!
E o que mais me toca,
Não foi como ela o coloca...
Foi como ele justaposta,
Aquela maravilhosa resposta!
És linda.....Vitor e Marina
=)
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Gostei muito ;)
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