17.4.10

IMPONDERÁVEL


Desculpa, eu sei…

Fui em frente, não pensei.

Fechei os olhos, atravessei.

Abri os braços e avancei.

E nem sequer me lembrei

Que, apesar do que preguei,

Infringi a nossa lei.



Desculpa, errei…

Sem perceber, nem te deixei:

Retribuir o que te dei,

Dar-me a mão que te amputei.

Ser o pilar que precisei

E, sem querer, abandonei

Esse colo onde me deitei.

 

Desculpa, meu rei…

Mas traz de volta o que levei

Acende a luz que eu apaguei

Dá-me o crédito que gastei

Ergue o pilar que atropelei

Enche o fosso que cavei

E serei tudo, amor.

Juro que serei…

5 comments:

Anónimo disse...

não serás...és...sempre foste!

João disse...

Dizemos,
Desfazemos,
Matamos e
Atropelamos.
Ouvimos o desagradável,
Vemos o impensável
Fruto do imponderável!
E o que mais me toca,
Não foi como ela o coloca...
Foi como ele justaposta,
Aquela maravilhosa resposta!

Anónimo disse...

És linda.....Vitor e Marina

Raquel disse...

=)
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Joana disse...

Gostei muito ;)